databr.click · edição de 12 jun. 2026

O que o Censo 2022 revela sobre envelhecimento e migração interna

Microdados do IBGE mostram cidades do interior ganhando população enquanto capitais envelhecem mais rápido. Reunimos os recortes que importam para políticas locais.

Gráfico estilizado de barras representando dados censitários
203,1 mi
habitantes (Censo 2022)
4,5%
IPCA acum. jan–mai 2026
312 km²
desmatamento alerta maio/26
Em breve

PNAD Contínua: mercado de trabalho no primeiro trimestre

Taxa de desocupação e informalidade, com recorte por idade e escolaridade.

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Por que acompanhar dados públicos

Conheça o projeto

O Brasil produz uma quantidade enorme de informação estatística: Censo, PNAD, IPCA, PIB, alertas de desmatamento, indicadores de saúde. Muita gente só encontra esses números em planilhas técnicas ou notas de imprensa de uma linha.

No Números Vivos, partimos das fontes oficiais — IBGE, Banco Central, INPE, ministérios — e explicamos o que mudou, para quem importa e quais limitações existem nos dados. Não fazemos previsão de mercado nem consultoria; fazemos jornalismo de evidência.

Nossas reportagens priorizam contexto regional. Um índice nacional esconde diferenças entre Belém e Porto Alegre, entre zona rural e periferia urbana. Quando a base permite, trazemos recortes que ajudam gestores municipais, pesquisadores e leitores curiosos.

Cada texto indica a fonte, a data de extração e eventuais revisões. Transparência metodológica faz parte do formato, não é rodapé escondido.

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Como trabalhamos

Recebemos sugestões de pauta por e-mail e lemos portais de dados abertos todos os dias. Quando um indicador sofre revisão relevante — o que acontece com PIB e emprego com certa frequência — atualizamos a nota no topo da reportagem.

Não publicamos ranking de produtos financeiros, não vendemos relatórios e não aceitamos patrocínio que condicione a escolha de fontes. Nossa receita, quando existir, virá de assinaturas e apoio institucional declarado.

Se você usa nossos gráficos em aula, reunião ou matéria, cite o Números Vivos e link para a reportagem original. Os dados em si pertencem aos órgãos produtores.

Na edição desta semana

O Censo 2022 continua rendendo recortes que não aparecem na coletiva inicial do IBGE. Nossa reportagem de capa explora envelhecimento populacional e migração do Nordeste para o Centro-Oeste — fenômenos que já apareciam em estudos acadêmicos, mas agora com granularidade municipal.

Em paralelo, o IPCA de maio reforçou a divergência entre alimentação e serviços. Marcelo Pinto separou o que é efeito sazonal do que parece estrutural no acumulado de 2026. Já Carla Nascimento leu a série DETER de maio para a Amazônia Legal e destacou municípios onde o alerta subiu mesmo fora do pico histórico de queimadas.

Na próxima quinzena, devemos publicar leitura da PNAD Contínua com foco em informalidade entre jovens de 18 a 24 anos. Enquanto isso, sugestões de bases de dados pouco exploradas chegam pelo [email protected].

Para professores e jornalistas: nossos textos podem ser citados com link para a reportagem original. Os microdados permanecem nos portais oficiais; nós apenas traduzimos e contextualizamos. Quando o IBGE ou o Banco Central revisam séries, republicamos a nota de correção no mesmo URL.

Esta edição também destaca três leituras complementares. Se você acompanha política municipal, o recorte censitário sobre domicílios unipessoais em cidades médias ajuda a entender demanda por transporte e saúde. Se o foco é economia doméstica, a decomposição do IPCA mostra por que a sensação de inflação diverge entre capitais do Norte e do Sul. E para quem trabalha com clima, a série de alertas de desmatamento exige cuidado com sazonalidade antes de tirar conclusões apressadas.