Inflação em 2026: onde os preços ainda pesam no bolso
Alimentos e serviços puxam o índice, mas a composição varia muito entre regiões metropolitanas.
databr.click · edição de 12 jun. 2026
Microdados do IBGE mostram cidades do interior ganhando população enquanto capitais envelhecem mais rápido. Reunimos os recortes que importam para políticas locais.
Alimentos e serviços puxam o índice, mas a composição varia muito entre regiões metropolitanas.
Taxa de desocupação e informalidade, com recorte por idade e escolaridade.
Ver arquivoO Brasil produz uma quantidade enorme de informação estatística: Censo, PNAD, IPCA, PIB, alertas de desmatamento, indicadores de saúde. Muita gente só encontra esses números em planilhas técnicas ou notas de imprensa de uma linha.
No Números Vivos, partimos das fontes oficiais — IBGE, Banco Central, INPE, ministérios — e explicamos o que mudou, para quem importa e quais limitações existem nos dados. Não fazemos previsão de mercado nem consultoria; fazemos jornalismo de evidência.
Nossas reportagens priorizam contexto regional. Um índice nacional esconde diferenças entre Belém e Porto Alegre, entre zona rural e periferia urbana. Quando a base permite, trazemos recortes que ajudam gestores municipais, pesquisadores e leitores curiosos.
Cada texto indica a fonte, a data de extração e eventuais revisões. Transparência metodológica faz parte do formato, não é rodapé escondido.
Envelhecimento, migração interna e domicílios unipessoais em cidades médias.
IPCA, núcleos de inflação e diferenças entre capitais no acumulado do ano.
Série DETER, sazonalidade e municípios com maior concentração de alertas.
Recebemos sugestões de pauta por e-mail e lemos portais de dados abertos todos os dias. Quando um indicador sofre revisão relevante — o que acontece com PIB e emprego com certa frequência — atualizamos a nota no topo da reportagem.
Não publicamos ranking de produtos financeiros, não vendemos relatórios e não aceitamos patrocínio que condicione a escolha de fontes. Nossa receita, quando existir, virá de assinaturas e apoio institucional declarado.
Se você usa nossos gráficos em aula, reunião ou matéria, cite o Números Vivos e link para a reportagem original. Os dados em si pertencem aos órgãos produtores.
O Censo 2022 continua rendendo recortes que não aparecem na coletiva inicial do IBGE. Nossa reportagem de capa explora envelhecimento populacional e migração do Nordeste para o Centro-Oeste — fenômenos que já apareciam em estudos acadêmicos, mas agora com granularidade municipal.
Em paralelo, o IPCA de maio reforçou a divergência entre alimentação e serviços. Marcelo Pinto separou o que é efeito sazonal do que parece estrutural no acumulado de 2026. Já Carla Nascimento leu a série DETER de maio para a Amazônia Legal e destacou municípios onde o alerta subiu mesmo fora do pico histórico de queimadas.
Na próxima quinzena, devemos publicar leitura da PNAD Contínua com foco em informalidade entre jovens de 18 a 24 anos. Enquanto isso, sugestões de bases de dados pouco exploradas chegam pelo [email protected].
Para professores e jornalistas: nossos textos podem ser citados com link para a reportagem original. Os microdados permanecem nos portais oficiais; nós apenas traduzimos e contextualizamos. Quando o IBGE ou o Banco Central revisam séries, republicamos a nota de correção no mesmo URL.
Esta edição também destaca três leituras complementares. Se você acompanha política municipal, o recorte censitário sobre domicílios unipessoais em cidades médias ajuda a entender demanda por transporte e saúde. Se o foco é economia doméstica, a decomposição do IPCA mostra por que a sensação de inflação diverge entre capitais do Norte e do Sul. E para quem trabalha com clima, a série de alertas de desmatamento exige cuidado com sazonalidade antes de tirar conclusões apressadas.